TODOS OS DIAS EXISTEM SEGREDOS ESCONDIDOS EM CADA INSTANTE DE NOSSA EXISTÊNCIA.
AQUI SERÁ POSSÍVEL ENCONTRAR ALGUNS DELES...
terça-feira, 30 de junho de 2009
TEXTO DO DIA - RESPIRAÇÃO CONSCIENTE
Sílvia enfatiza que esse tipo de respiração força os pulmões, que precisam se movimentar mais depressa para garantir um fluxo de oxigênio adequado. Assim, o coração é forçado a acelerar o seu ritmo, de forma que consiga fornecer sangue suficiente para transportar o oxigênio. Com o tempo, esse modo errado de respirar vai se fazendo sentir tanto no campo físico como no emocional.
A terapeuta salienta que a respiração correta é a dos bebês, que inspiram e expiram profunda e lentamente. E sugere: "observe como seu abdome sobe e desce de maneira cadenciada." Segundo ela, essa é a melhor medicação antiestresse da qual as pessoas dispõem. "
O ritmo respiratório médio é de 15 a 16 ciclos por minuto. A respiração diafragmática e abdominal pode reduzir esse ritmo para 7 a 8 ciclos por minuto. Quando a pessoa leva o ar para a parte inferior dos pulmões, onde as trocas de oxigênio são mais eficazes, tudo se modifica. O ritmo cardíaco diminui, a pressão arterial baixa, os músculos relaxam, a ansiedade cessa e a mente se acalma. É possível melhorar a má digestão, aliviar a ansiedade, melhorar a qualidade do sono, entre outros benefícios", destaca.
De acordo com o psiquiatra José Ângelo Gaiarsa, autor de 30 livros - entre eles, Respiração, Angústia e Renascimento e, o mais recente, Meio Século de Psicoterapia Verbal e Corporal -, por ser automática, a respiração não recebe a devida atenção por parte das pessoas. "Raramente pensamos em respirar ?de propósito? e, para muitos, aprender isso parece uma tolice. Mas é muito conveniente aprender a perceber a respiração sempre que ela está prejudicada."
Segundo o psiquiatra, o cérebro é o órgão mais sensível à falta de oxigênio. Pesando aproximadamente 2% do peso do corpo, consome 20% do oxigênio inalado dia e noite. Quando a respiração fica tolhida, o cérebro começa a se desorganizar, gerando ansiedade, estresse, etc. Ele lembra o conselho de Buda: "se você quer alcançar a iluminação, mantenha-se sempre consciente de sua respiração." Para tanto, recomenda exercícios constantes, como os ensinados na ioga e em outras terapias.
A pneumologista Ana Luisa Godoy Fernandes concorda. Ela explica que a respiração é um ato fisiológico muito especial, tem uma regulação automática e controle voluntário, sendo, portanto, diferente do coração, que não pode ser acelerado nem freado por vontade da pessoa. Diz que atividades nas quais a respiração desempenha importante papel harmonizador são reconhecidas como de grande valor para a saúde física e mental.
Exercícios de relaxamento como ioga, meditação, ou mais vigorosos como ginástica aeróbica, esteira e bicicleta, têm intensa relação com o equilíbrio metabólico. Portanto, enfatiza, a respiração é fisiologicamente um mecanismo harmonizador do metabolismo, ajudando na manutenção do equilíbrio e trazendo o perfeito funcionamento orgânico.
TERAPIAS ESPECIAIS
"A respiração é a função mais vital do ser humano e, por meio das técnicas certas, podemos eliminar até 85% das toxinas físicas e emocionais quando expiramos", afirma Sidney Zaganin Latorre, diretor da ONG Arte de Viver. Os cursos promovidos pela entidade, que está presente em mais de 150 países, são ministrados em seis sessões consecutivas de três horas cada.
De acordo com a psicóloga Cristina Armelin, de 48 anos, voluntária da ONG, eles combinam poderosas e efetivas técnicas de respiração, meditação, relaxamento e conhecimentos práticos de como lidar com a mente e com as emoções negativas, proporcionando ao indivíduo ferramentas concretas para uma vida com mais qualidade, tranqüilidade e alegria."
O ponto alto é a revolucionária técnica de respiração indiana Sudarshan Kriya. Ao final, os participantes aprendem um programa consistente, que pode ser praticado em casa (15 a 20 minutos por dia)", diz. Os principais benefícios, segundo ela, são: redução da ansiedade e do nível de estresse; mais calma e tranqüilidade; maior eficiência, criatividade, clareza mental e entusiasmo; elevação do estado de consciência; diminuição da pressão alta; controle da depressão; aumento da auto-estima; melhora do bem-estar físico e mental e, por conseqüência, mais harmonia nos relacionamentos pessoais.
O Espaço Integração, comandado pelo terapeuta Maurício Bastos, também disponibiliza cursos e terapias baseados na reeducação respiratória. Na Terapia do Ser, por exemplo, ministrada em 10 sessões de uma hora por semana, são usadas práticas relaxantes; massagens; consciência corporal e postural; meditação; respiração consciente; bioenergia e libertação de crenças limitantes.
O terapeuta diz que, antes de qualquer coisa, é preciso tornar a pessoa consciente de sua respiração errada. Ao longo das sessões, são ensinadas técnicas mais cadenciadas e profundas. "Esta consciência começa a aliviar a mente das frustrações do passado e da ansiedade do futuro. A respiração traz o indivíduo para o presente, para o aqui e agora. Desta forma, é despertado o curador interno de cada um." Bastos acrescenta que este autoconhecimento profundo equilibra a freqüência cerebral e os batimentos cardíacos, proporcionando muitos outros benefícios, como a diminuição do mau colesterol, intensa paz interior e, conseqüentemente, prazer de viver.
EXPERIÊNCIA RENOVADORA
Para a paisagista Anna Luiza Moraes, de 59 anos, o curso feito na ONG Arte de Viver foi altamente reparador. Ela conta que, apesar de ser praticante de ioga e musculação, ao final de cada dia, sentia-se exausta e com dificuldades para dormir. Depois do curso, tornou-se mais tranqüila, revigorada e hoje dorme como um bebê. "Não passo um dia sem praticar os exercícios respiratórios que aprendi. Sinto-me mais centrada, meu pique aumentou e até minha renite crônica apresentou melhora considerável." Ficou tão entusiasmada que levou uma amiga que sofre do Mal de Parkinson para aprender as técnicas. "A intensidade de seus tremores diminuiu significativamente", assegura.
Já Adriana Ambrosio, de 39 anos, encontrou no curso da ONG a cura para a sua dor crônica nas costas. "Descobri que tinha fundo emocional. Era pura tensão." Adriana destaca que, por meio da respiração renovadora, passou a sentir-se mais feliz, mais tranqüila para tomar decisões e lidar com os problemas do dia-a-dia. A chef de cozinha Paula Soares, de 25 anos, concorda. Diz que o curso da Arte de Viver a ajudou a ser menos ansiosa e a não ficar tão alterada diante das adversidades normais da vida.
Os freqüentadores do Espaço Integração, do terapeuta Maurício Bastos, também comemoram os benefícios obtidos com a reeducação respiratória. O engenheiro eletrônico Mário Montenegro, de 45 anos, conta que a terapia o ajudou a enfrentar o término de seu casamento e um momento de indecisão profissional. "Durante cerca de seis meses, aprendi a entrar num profundo estado de relaxamento, pela respiração. Com essa tranqüilidade, fui encontrando, pouco a pouco, as soluções para os meus problemas."
Para Alexandra Alonso, de 33 anos, a experiência da Terapia do Ser trouxe maior autoconfiança, melhor disposição e uma profunda sensação de bem-estar. "Costumamos dizer que fatores externos nos fazem felizes ou infelizes. O relaxamento e a meditação me ensinaram que felicidade é estar bem consigo mesmo."
texto de Denise Berto - O Estado de São Paulo (03/02/2008) - Suplemento Feminino
segunda-feira, 29 de junho de 2009
TEXTO DO DIA - O DESPERTAR DA TERRA
Tomei todas as providências que estavam ao meu alcance, relaxei e resolvi ler, aliás, meu grande hobby. Pedi um livro emprestado a minha amiga. Ela me emprestou um livro que ela havia acabado de ler, e me disse: este livro vai te marcar.
Devorei-o - cerca de 200 páginas - em uma tarde. Muito emocionada, a sensação que tive ao final foi: não preciso ler nada por um bom tempo, pois me sinto preenchida, super nutrida, tanto, que neste momento não há espaço para novos conhecimentos ou leituras, só reflexões.
O nome dele? O Despertar da Terra de Peter Russel (Editora Cultrix).
Em tão poucas páginas, assessorado por profissionais brilhantes, desde os de formação técnica (como engenheiros, etc.), cientistas multidisciplinares (químicos, físicos, geólogos, paleontólogos, etc.), metafísicos e grandes mestres e meditadores do oriente, o Peter conseguiu contar a história dos bilhões de anos da Terra, com absoluta maestria.
Nesta leitura fica uma certeza: de que Gaia, a essência deste nosso planeta, tem uma capacidade impressionante de amor pela humanidade que na Terra habita. A sustentação da vida aqui na Terra depende de tantas variáveis, cuja PEQUENÍSSIMA mudança pode exterminar toda a vida neste planeta. Um exemplo, a concentração de oxigênio na atmosfera: 5% a mais, 5% a menos e tchau. Outro exemplo: a existência dos oceanos. Se 1 deles desaparecer, tchau humanidade e todos os seres vivos.
Ficou uma certeza tão imensa da capacidade de misericórdia que Gaia tem pelos terráqueos, que comecei a sentir fé, esperança e vontade de me alinhar com Gaia, ser como ela, vibrar na mesma sintonia dela. E neste momento, a sensação é de que o coração irá explodir de tão imenso, que é preciso fechar os olhos, porque ofusa com tanta luz, que não é preciso respirar, fazer qualquer esforço, pois a força de amor de Gaia é absurdamente sustentadora.
O Peter afirma, baseado em todos os seus consultores, que Gaia (que é energia e luz) se propaga numa frequência de 8 ciclos/segundo, que é a mesma frequência das ondas cerebrais que atingimos quando em estado meditativo. Ele afirma também que a massa crítica para Despertar a Terra, ou seja, a humanidade ficar em sintonia com a força de sustentação da vida na Terra (Gaia), é que existam 24 horas/dia 200 milhões de meditadores.
Em outras palavras, quando aqui na Terra estiverem 24 horas/dia, 200 milhões de seres EM ESTADO DE MEDITAÇÃO, gerando uma sintonia, uma sincronicidade na frequência de Gaia (8 ciclos/segundo), toda a lógica de catástrofes SE DESARMARÁ. A força de elevação (em harmonia) da terceira para a quinta dimensão se concretizará.
Não se trata de 200 milhões de pessoas abrirem mão de suas vidas para ficarem 24 horas/dia meditanto, mas de cada um meditar seus 30 minutos/dia. E o que são 200 milhões em 6 bilhões de habitantes?
Não se trata de um milagre, mas de um Despertar de Consciências, pois em estado de meditação, o alinhamento com todas as hierarquias de luz se torna possível, e a força desta massa crítica, desta união, terá o poder de neutralizar todas as desarmonias, todas as forças de destruição.
Bom, milagres não existem (?), pois cada um precisa fazer a sua parte. Embora a evolução seja pessoal e intransferível, sabemos que não se trata de isolamento, mas de tornar-se mais verdadeiro, mais puro para com sua própria existência, e desta forma, se unir aos seres que estão no mesmo propósito: evoluir para possibilitar o alinhamento com as frequências de AMOR e LUZ = Deus.
domingo, 28 de junho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
VÍDEO - SHINY HAPPY PEOPLE
Shiny Happy People (tradução)R.E.M.
Pessoas muito felizes sorrindo, Encontrem-me na multidão. Pessoas, pessoas Espalhem seu amor por aí.Me amem, me amem,Levem-no para a cidade.Felizes, felizes,Coloquem-no no chão,Onde as flores brotam,Ouro e prata reluzem...Pessoas ilustres e felizes dando as mãos,Pessoas ilustres e felizes sorrindo...Todos ao redor,Amem-nos, amem-nos,Coloquem-no em suas mãos,Cuide, cuide.Não há tempo para chorar.Felizes, felizes,Coloquem-no em seu coração,Onde o amanhã reluz,Ouro e prata reluzem...Pessoas ilustres e felizes dando as mãos,Pessoas ilustres e felizes sorrindo...
TEXTO DO DIA - O QUE É FELICIDADE?
Mas também não foi assim. Imaginei que, quando subisse um pouco mais os degraus do conhecimento e fosse para o colegial, finalmente seria feliz. Mas minha insatisfação continuou. Ah, mas quando entrasse na faculdade de medicina a felicidade viria inevitavelmente. Outra frustração. Os problemas continuavam e a angústia aumentava. Quando me tornasse médico, pensei, alcançaria a felicidade. Teria poder, dinheiro, as pessoas me respeitariam e, dali em diante, tudo daria certo para mim.
Demorou, mas acabei percebendo que não era desse jeito que a vida funcionava. Não havia um momento definitivo de felicidade.
Então conclui que a felicidade não existia. Até que um professor me disse que não existia felicidade, mas apenas momentos felizes, e que nós tínhamos de aproveitá-los para poder desfrutar a vida o melhor possível. “É isso mesmo!”, pensei. Nos momentos em que vivia o amor ou conseguia uma vitória no trabalho, me sentia bem. Felicidade devia ser algo parecido com isso. Esses momentos me davam a sensação de paz, tranqüilidade, e isso devia ser a felicidade. Entretanto, depois de algum tempo, percebi que faltava alguma coisa mais. Não era possível que felicidade fosse só aquilo. Tanta luta por tão pouca recompensa!
Em um momento da vida achei que tinha conquistado tudo o que imaginei ser possível para me tornar feliz. Mas eu vivia frustrado, perguntava-me se a vida era só uma coletânea de momentos. Como sempre fui muito religioso, não acreditava que o Criador fosse capaz de me mandar para essa viagem por tão pouco. Deveria haver algo mais. Assim, decidi ir para o Oriente conversar com os mestres e saber o que eles pensavam a respeito da felicidade.
Fui para o Nepal, mais exatamente para um mosteiro budista nos arredores de Katmandu. Chegar àquele lugar já foi uma epopéia. Uma viagem de avião até Londres, outra até Nova Délhi e mais uma até Katmandu.
Um amigo havia me indicado um mestre que vivia ali. Instalei-me em um hotel e saí à procura do mosteiro. Na portaria, a pessoa que me atendeu disse que ele iria me receber às 9 horas da manhã seguinte. Naquela noite praticamente não dormi. Fiquei excitado com a possibilidade de me ser revelado o segredo da felicidade. Saí ainda de madrugada do hotel, na esperança de o mestre estar disponível e poder conversar mais cedo comigo. Fiquei esperando até que, por volta de 9 horas, uma mulher que falava inglês com sotaque francês entrou na sala.
Imaginei que me levaria ao mestre. Acompanhou-me até uma sala, estendeu uma almofada e pediu para que me sentasse a sua frente. Era uma moça morena, jovem, muito bonita, a quem pedi:
Ela então me respondeu:
— Eu sou o mestre.
Não consegui esconder meu desapontamento e raciocinei: “Viajei tanto para chegar até aqui e conversar com um mestre de verdade, e me aparece uma mestra francesa!
Todo mundo procura um mestre velhinho, oriental, com longas barbas. Não uma mulher jovem e bonita, que nem nasceu no Oriente!”
Resolvi insistir: — Você não entendeu direito, quero falar com o mestre.
E novamente ela me respondeu: — Eu sou o mestre.
Então pensei: “Vou fazer uma pergunta bem difícil para que ela se sinta embaraçada e me leve ao mestre de verdade”.
— O que é budismo? — perguntei.
Tranqüilamente, ela me respondeu:
— A base do budismo é o fato de que todo ser humano sofre. Pensei comigo mesmo: “Não é possível. Saio da cultura ocidental, que prega o sofrimento como base da purificação e da sabedoria, e aqui ouço que a base do budismo é o sofrimento?”
Não satisfeito, resolvi fazer uma pergunta ainda mais difícil para que ela não soubesse a resposta e me levasse ao verdadeiro mestre:
— E por que os seres humanos sofrem?
— Porque são ignorantes — ela respondeu.
Pensei: “Bem, se são ignorantes, deve haver alguma coisa que não saibam e que talvez seja a resposta para o que estou procurando”.
— E qual é o conhecimento que nos falta? — arrisquei.
— O que precisamos ter é a compreensão de que as coisas na nossa vida são dinâmicas e fluidas. Quando o ser humano está feliz bloqueia a felicidade, pois deseja a eternidade para esse momento. Torna-se rígido, com medo de que o prazer acabe. Quando está infeliz, julga que o sofrimento não terá fim, mergulha na sombra, e assim amplia sua dor.
A mestra continuou:
— Como as ondas do mar, a vida é dinâmica. É tão certa a subida quanto a descida. Cada momento tem sua beleza. No prazer nós nos expandimos e na dor nos contraímos. Um movimento é complementar ao outro. Saber apreciar a alegria e a dor constitui a base da felicidade. Você não pode ser feliz somente quando tem prazer, pois perderá o maior aprendizado da existência. Você deve descobrir um jeito de ser feliz na experiência dolorida porque ela carrega a oportunidade de desenvolvimento.
À medida que a mestra falava, meu queixo caía. Como ela tinha atingido tanta sabedoria? Por que eu não havia chegado antes àquelas conclusões? Será que, finalmente, iria conhecer o segredo da felicidade?
E ela continuava a me ensinar:
— Não desfrute somente o sol, aprecie também a lua. Não desfrute somente a calmaria, aproveite a tempestade. Tudo isso enriquece a existência. A vida não acontece somente dentro de uma casa, de uma cidade, de um país: ela tem de ser experimentada dentro do universo. A felicidade é um jeito de viver, é uma conduta, é uma maneira de estar agradecido ao sol, à lua, a quem lhe estende a mão e também a quem o abandona, pois certamente nesse abandono está a possibilidade de você descobrir a força que existe em seu interior. A felicidade não é o que as pessoas têm, mas o que elas fazem com isso. Por esse motivo há pessoas que, apesar de ter bens materiais, de ser bem relacionadas, com filhos saudáveis, ainda assim se sentem angustiadas e deprimidas.
Encantado com suas palavras, consegui apenas balbuciar antes de sair:
No caminho de volta, fiquei pensando: A felicidade não é o que acontece na nossa vida, mas como nós elaboramos esses acontecimentos. A diferença entre o sábio e o ignorante é que o primeiro sabe aproveitar suas dificuldades para evoluir, enquanto o segundo se sente vítima de seus problemas.
Texto de Roberto Shinyashiki
CITAÇÃO DO DIA - 26/06/09

Queremos ajudá-los.
Queremos salvá-los.
Ao fazer isso, roubamos seu poder
e eliminamos suas bençãos.Precisamos lembrar,
quando deixarmos espaço para isso.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
TEXTO DO DIA - DNA E EMOÇÕES
CITAÇÃO DO DIA - 25/06/09

O campo elétrico do coração é cerca
é cerca de 5.000 vezes mais forte do que o
campo magnético do cérebro.
GREGG BRADEN (Autor "The Isaiah Effect")
quarta-feira, 24 de junho de 2009
TEXTO DO DIA - VIBRAÇÃO DOS ALIMENTOS
A maioria das pessoas é cheia de energia e entusiamo durante a juventude, mas, depois, na meia-idade, começa a escorregar lentamente ladeira abaixo e finge não perceber. Afinal, todos os amigos estão na mesma situação e seus filhos são ativos, então eles passam cada vez mais tempo sentados, comendo as coisas que têm gosto bom. Não demora até que comecem a ter queixas e problemas crônicos tais como dificuldades digestivas e irritações da pele que atribuem à idade, e então, um dia, contraem uma doença grave, de cura difícil. Geralmente procuram um médico que não ensina prevenção, e se põem a tomar remédios; às vezes o problema é resolvido, às vezes não é. E então, com o passar dos anos, elas pegam uma doença que piora progressivamente, e percebem que estão morrendo; seu único consolo é pensarem que o que está acontecendo com elas ocorre com todo mundo, que é inevitável. E o pior é que esse colapso de energia acontece, até certo ponto, até mesmo com quem pretende ser espiritualizado. (...)
Se procuramos ampliar nossa energia e ao mesmo tempo consumimos alimentos que nos roubam essa energia, não chegamos a lugar algum. Temos de avaliar todas as energias que rotineiramente permitimos que entrem em nosso campo de energia, especialmente os alimentos, e evitar tudo que não seja o melhor para que nosso campo continue forte. (...)
Sei que por aqui existem muitas informações conflitantes a respeito dos alimentos. Mas a verdade está aqui também. Cada um de nós precisa pesquisar, tentar ter uma visão mais ampla. Somos seres espirituais que viemos a este mundo para aumentar a nossa energia. No entanto, grande parte do que encontramos aqui destina-se simplesmente ao prazer sensual e à distração, e grande parte mina a nossa energia e nos empurra para a desintegração física. Se realmente acreditamos que somos seres energéticos, devemos seguir o caminho estreito por entre essas tentações. Estudando a evolução, você verá que, desde o início, tivemos de escolher nosso alimento experimentando e errando, apenas para descobrir quais eram bons para nós e quais nos matariam. Se comer esta planta, você sobrevive; se comer aquela ali, morrerá. Hoje, já sabemos o que nos mata, mas só agora estamos aprendendo quais são os alimentos que aumentam a nossa longevidade e mantêm alta a nossa energia, e quais nos prejudicam. (...)
E se olharmos desta perspectiva para aquilo que comemos, veremos que o que colocamos em nosso corpo como alimentos afetam o nosso estado vibratório, ao passo que outros diminuem. A verdade é simples. Todas as doenças resultam de uma queda na energia vibratória; quando a nossa energia cai até determinado ponto, existem forças naturais no mundo que se destinam a desintegrar o nosso corpo.
Quando alguma coisa morre, como por exemplo um cachorro atropelado por um carro ou uma pessoa depois de longa doença, as células do corpo imediatamente perdem a vibração e se tornam muito ácidas quimicamente. Esse estado ácido é o sinal para os micróbios do mundo, os vírus, as bactérias e os fungos, de que está na hora de decompor aquele tecido morto. Esse é o trabalho deles no universo físico; devolver um corpo à terra.
Já lhe disse que quando a energia em nosso corpo diminui por causa do tipo de alimento que comemos, isso nos torna susceptível às doenças. Eis como funciona: quando comemos, o alimento é metabolizado e deixa resíduos ou cinzas em nosso corpo. Esses resíduos são de natureza ácida ou alcalina, dependendo da comida; se ela for alcalina, então pode ser rapidamente extraída de nosso corpo com pouca energia.
Quanto mais desses subprodutos ácidos são depositados em nosso corpo, mais ácidos os tecidos se tornam... e adivinhe o que acontece? Um micróbio aparece, sente todo esse ácido e diz: "Ah, este corpo está pronto para ser decomposto." Está entendendo? Quando um organismo morre, o corpo muda rapidamente para um ambiente altamente ácido e é consumido pelos micróbios bem depressa.
Se começarmos a aparentar esse estado muito ácido, ou estado de morte, então começamos a sofrer o ataque de micróbios. Todas as doenças humanas resultam de um ataque desses. Todas as doenças surgem por meio da acção microbiana. Vários micróbios foram associados às lesões arteriais da doença coronária, assim como à produção de tumores cancerígenos.
Geralmente, os alimentos que deixam resíduos ácidos em nosso corpo são pesados, cozidos demais, industrializados demais, e doces – como carnes, farinhas, rebuçados, álcool, café e as frutas mais doces; os alimentos alcalinos são mais verdes, mais frescos, mais vivos, tais como legumes frescos e seu suco, verduras, brotos e frutas como abacate, tomate, grapefruit e limão.
Todas as doenças debilitantes que afligem a humanidade, como arterosclerose, enfarte, artrite, aids e especialmente os vários tipos de câncer, existem porque poluímos nosso corpo, o que avisa aos micróbios dentro de nós que estamos prontos para nos decompor, morrer.
Sempre nos perguntamos por que certas pessoas expostas aos mesmos micróbios não sofrem o contágio de uma doença; a diferença é o ambiente do interior do organismo.
A boa notícia é que, mesmo se tivermos excesso de acidez no corpo e começarmos a nos decompor, a situação pode ser revertida se melhorarmos nossa nutrição e passarmos para um estado alcalino e de energia mais alta. Estamos vivendo na idade das trevas no que refere aos princípios de um corpo vibrante e altamente energético.
Os seres humanos deveriam viver mais de 150 anos. Mas a nossa alimentação é tal que imediatamente começa a nos destruir. Em toda parte vemos pessoas que estão se decompondo diante dos nossos olhos. Mas não precisa ser assim.
terça-feira, 23 de junho de 2009
TEXTO DO DIA - AMANDO-SE
retirado do blogspot Almas Douradas - http://almasdouradas.blogspot.com/2009/06/amando-se.html
segunda-feira, 22 de junho de 2009
TEXTO DO DIA - CRIANÇA INTERIOR
Banho de mangueira no quintal pode terminar em guerra de esguicho e festa - é só começar
Se um marciano recém-chegado à Terra perguntasse a você o que é felicidade, que cena você escolheria para mostrar esse sentimento em seu mais puro estado? Um casal se unindo numa igreja? Um jovem recebendo seu diploma? Uma mãe amparando seu bebê pela primeira vez? Todas essas imagens expressam diferentes formas de realização, mas eu preferiria levá-lo para a beira de um rio para ver crianças brincando de pular na água, naquele tchibum sem igual na vida, correndo pela pedra para tomar impulso e mergulhar de pé com as pernas balançando para tudo que é lado. Tem alegria maior, mais pura que essa? Só a de cenas comparáveis: a menina escorregando na grama a mil por hora na chapa improvisada de madeira, o garoto pegando jacaré... Todas versões da mesma coisa: inocência e frescor, brincadeira e leveza, corpo e emoção, curiosidade e criatividade, senso de aventura e liberdade.
Se a gente reparar bem, ao nomear essas qualidades estaremos falando exatamente dos componentes básicos que garantem a felicidade. Não tem dinheiro no meio, tem? Também não tem segurança e estabilidade, tem? Esses momentos, ora veja, também não dependem nem de nada nem de ninguém. Muito menos de condições especiais, de pré-requisitos, ou de como a coisa deve ou não deve ser, essa mania de gente adulta. Porém, vamos ter de admitir: todo mundo sabe que não é mais criança. Temos outras necessidades, compromissos e responsabilidades. Criamos vínculos, travas, mordaças. Mas, hummm, será que não dá mesmo para conciliar as duas coisas? Será que não dá para buscar mais leveza e frescor, espontaneidade e alegria ou aventura e irreverência em nossas vidas? O mais legal dessa história é que dá, sim.
Você, como eu, também torcia o nariz quando ouvia falar da criança interior? E de como era importante expressá-la no dia-a-dia? Irônica, cheguei até a imaginar a cena: as crianças interiores do adultos saindo para fora das pessoas com estilingue no bolso ou com o coelho da Mônica pela mão, prontas para atingir o primeiro desavisado que aparecesse. Por isso, quando alguém vinha com essa conversa, assobiava, olhava para os lados e saltava fora. Até que um dia resolvi me aprofundar no assunto.
O criador da psicologia analítica, o suiço Carl Gustav Jung, por exemplo, passou um bom tempo de sua vida a estudar o tema. Um de seus mais brilhantes discípulos, James Hillman, também. Isso queria dizer que essa história de criança interna não era só coisa de livro de auto-ajuda. Reconheci: estava mais que na hora de saber como o contato com meu lado criança poderia ajudar a me dar mais vigor e alegria na vida.
Sob o quentinho do sol
Existem várias maneiras de contatar sua criança interna, e uma das melhores é a mais direta. Isto é, sempre que tiver chance, torne-se uma criança, desperte em você mesmo o menino ou menina que já foi um dia. Um grande mestre nos ensina como fazer isso: Se estiver na praia, comece a catar conchinhas ou a fazer desenhos na areia; se estiver no jardim, brinque com o cachorro, observe com atenção formigas, passarinhos e borboletas. Sempre que puder estar com crianças de verdade, misture-se a elas e deixe de ser adulto. Deite-se no gramado, como uma criança pequena aproveitando o quentinho do sol. Corra pelado, como a meninada faria. No banheiro, em frente ao espelho, faça careta, ou, quando estiver na banheira, jogue água para cima, brinque com patos de plásticos ou barquinhos. As possibilidades são infinitas. O mais importante é esquecer-se da sua idade. Essas palavras são do mestre indiano Osho. Ele nos ensinou a nos tornarmos crianças como um tipo especial e muito importante de meditação. E explica por que ela nos faz bem: Tudo isso é necessário para conectá-lo outra vez com sua infância. Você tem que regredir, chegar ao fundo das memórias, porque as coisas só podem ser mudadas se atingirmos suas raízes.
É isso: quando entramos em contato com a criança que já fomos, acessamos a energia e a criatividade do mundo infantil e somos rejuvenescidos pelo influxo dessa nova seiva. A gente se sente renovado, disposto. É por esse motivo que, quando estamos relaxados e felizes, inconscientemente já fazemos isso. As férias, por exemplo, favorecem o aparecimento de várias crianças interiores. Flagrei algumas com seus 40 e poucos anos empinando pipa na praia, jogando peladas na areia, disputando campeonatos de pebolim no bar ou tomando sorvete com cobertura de pastilhas de chocolate coloridas, jujuba, damasco e cereja, tudo ao mesmo tempo.
Ok, essa é uma das maneiras de arejar essa criança presa dentro do armário do peito e convidá-la para passear. Mas será a única?
Garotos são de lascar
Você era uma criança levada? Mandona? O dono da bola ou o que escolhia o pessoal na hora de jogar queimada? Ou era aquela criaturinha tímida e sensível com o cobertorzinho na mão e o último a ser escolhido na hora do jogo de vôlei? Morro de vergonha de dizer que era do segundo time, o das crianças quietinhas. Daquelas que costumam ser passadas para trás pelas mais espertas, sabe? Então, uma das questões cruciais que tinha para a psicoterapeuta junguiana Sônia Belotti era exatamente essa: a criança interior com que tenho de entrar em contato é aquela menina que sempre preferiu seu mundo interno e as paisagens da natureza? São as crianças que já fomos na vida?
O primeiro passo é aceitar a criança que já fomos um dia, do jeitinho que ela era
A resposta esconde uma sutileza. A criança interior é aquela que imaginamos ter sido um dia. Talvez nem seja realmente a criança que realmente fomos, segundo nossos pais ou amigos, por exemplo, mas sim aquela que ficou registrada em nossa psique, com suas vivências e emoções. Ela é inteiramente subjetiva, diz Sônia Belotti.
Bom, agora que já sabemos quem ela é, como vamos acessála em nossa memória? A terapeuta diz que uma boa maneira é verificar atentamente nossas fotografias de infância. Olhares e expressões nos dizem muito de quem a gente foi, mais até que nossas recordações, que às vezes traem o que verdadeiramente nos aconteceu. Sônia me aconselhou também a fazer uma meditação usando visualização: imaginar a garota que fui, no meu quarto, ou envolvida com minha brincadeira favorita. Quando essas imagens estivessem nítidas em minha mente, ela me disse para olhar para essa criança em seus olhos e abraçá-la, totalmente disposta a aceitá-la de coração tal como ela é. É um exercício que em psicanálise se chama de imaginação ativa.
Com uma certa resistência, fui fazer a experiência da tal visualização. Emocionei-me bastante, percebi o quanto gostava dessa menina de pijaminha de flanela que eu tinha sido.
Lembrar-se de si mesmo quando criança ajuda a contatar uma fonte inesgotável de energia
Também vi o quanto ela precisava do meu abraço, do meu aconchego. Saí da meditação com um sentimento muito bom no coração.
Outra prática proposta por Sônia para travar contato com a criança interior é deixar um retrato de infância no criado-mudo por uns tempos. E, sempre que possível, perguntar mentalmente a essa criança, antes de dormir, o que ela mais deseja na vida. A resposta, diz a especialista, pode vir em sonhos, insights (revelações instantâneas), numa coisa que você vai ler ou alguém vai lhe dizer. Seu inconsciente, que está em contato com seu ser mais essencial, vai responder. E, com base nessa resposta, suas próximas metas podem estar mais alinhadas esse seu eu mais profundo.
Investir em seus próprios sonhos (mesmo com adaptações) garante a ativação de algumas das qualidades que mais trazem felicidade à alma humana: coragem, alegria, abertura, sentido de aventura. Essa me parece uma maneira inteligente de entrar em contato com a menina ou menino que um dia fomos. Tanto quanto tomar sorvete ou jogar pingue-pongue.
Jung e os bloquinhos
Agora que já sabemos entrar em contato com a criança interna, temos de saber para que serve isso, afinal. E ninguém melhor que o psicanalista suiço Carl Gustav Jung para responder. Jung fez uma fantástica descoberta: percebeu que, ao repetir sua brincadeira favorita de infância, que era construir casinhas com blocos de madeira, pedras e areia, acionava uma enorme fonte de energia e criatividade interna. Enquanto se divertia em montar cidades usando as pecinhas de madeira, idéias brotavam aos borbotões em sua mente. Foi com base nesse expediente que ele elaborou temas importantes dentro de seu sistema de pensamento, como a teoria dos arquétipos, do inconsciente coletivo e outros temas essenciais de seu trabalho. Para completar, escreveu uma tese onde explica a enorme importância de acessar o mundo interno infantil e regredir voluntariamente como uma maneira de acessar uma fonte insuspeitada de vitalidade, intuição e abertura.
Seu discípulo James Hillman também dá força a essa idéia da brincadeira: O que a psicologia profunda passou a denominar regressão é apenas o retorno à criança interna, disse ele. É um processo de interiorização na busca de energia criativa, inovadora, que nos possibilita ampliar e desenvolver nossa jornada na busca de um sentimento de totalidade e plenitude. Por isso é que, depois de jogar pelada, furar onda ou andar de bicicleta, não há marmanjo que chegue em casa sem aquele sorrisão no rosto. Mesmo fisicamente exaustos, a vida nos parece tão boa e generosa que nos dá muita vontade de realizar coisas, amar as pessoas e ser feliz.
Realizar sonhos é outra maneira insuspeitada de expressar o que pede sua alma infantil
A criança ferida
A maioria das pessoas continua tendo contato com sua criança interior mesmo adulta, por meio de hábitos, desejos e condutas infantis. E essa criança interior que habita a alma de cada um pode vir à tona de várias formas, tanto positivas quanto negativas. Ela pode ser alegre, divertida, viva, quando expressa o arquétipo em seu lado positivo, ou melancólica, mal-humorada, teimosa ou birrenta, quando se mostra em seu lado negativo. Nesse último caso, essa exteriorização quase sempre vai revelar uma criança ferida e até hoje magoada. O primeiro lugar em que vamos encontrar essa criança abandonada é nos sonhos, em que nós mesmos, um filho nosso ou uma criança desconhecida é negligenciada, esquecida, deixada para trás, diz James Hillman. Acalentar, cuidar e dar segurança a essa criança ferida, seja com visualizações, seja com terapia, pode ser um passo muito importante para sua cura, segundo os parâmetros da psicologia analítica.
E Jung dizia mais ainda. Ele afirmava que toda vez que temos vontade de expressar os aspectos positivos da criança interna estamos dando claros sinais de que podemos estar a um passo de um grande evento: a obtenção da totalidade psíquica ou, em outras palavras, de atingir aquele estado de plenitude, alegria e felicidade tão bem representado pela criança quando tem todas as suas necessidade atendidas. Lembra a linda imagem usada pela compositora Dolores Duran que fala da paz de criança dormindo, na canção Para Enfeitar a Noite do meu Bem? O mestre da psicanálise diria que ela retrata com poesia e precisão o arquétipo da Criança Divina, que é a expressão maior e mais profunda da criança interior. É como se fosse a dimensão mais pura de nós mesmos, que pode ser atingida em alguns raros momentos durante a vida, quando temos a maravilhosa sensação de estar plenos, felizes e absolutamente integrados ao universo.
Você tinha idéia do quanto é importante travar contato com sua criança? Eu não.
Os egoistinhas
E aqueles adultos-crianças que não amadurecem nunca, chatinhos, mimados, egoístas e teimosos? Bom, eles estão em contato com o aspecto negativo de sua criança interior e tão identificados com ele que não conseguem amadurecer. É muito diferente de um adulto maduro que trava contato com seus aspectos infantis (tanto positivos quanto negativos, pois a tentativa é justamente conhecer-se melhor). Um é uma criança grande que não alcançou a saudável contrapartida da maturidade. O outro, um ser maduro que tem a sabedoria de não asfixiar a criança que já foi um dia.
Existe ainda outra classificação interessante. Adultos e crianças podem ser extrovertidos e introvertidos, segundo as concepções junguiana e freudiana. Sonhos de crianças/adultos introvertidos, que extraem mais prazer de seu centro interno, trazem características mais autocentradas: viajar sozinho de moto pelo deserto de Atacama, ter um refúgio de madeira à beira de um lago ou construir um veleiro com as próprias mãos. O contrário também vale: os extrovertidos, que extraem mais prazer com o que está fora, podem sonhar em ir com os amigos para a África do Sul na próxima Copa do Mundo, querer organizar um mutirão de Natal para ajudar crianças carentes ou dar uma festa de arromba para comemorar seus 50 anos. O ideal, porém, é que, temperados pela sabedoria da maturidade, o adulto amplie um pouco mais seu centro de prazer infantil, ou incluindo alguém, no caso dos introvertidos, ou excluindo o excesso de pessoas ou a atividade exagerada, quando se fala de extrovertidos. A maturidade e o autoconhecimento podem trazer mais equilíbrio à criança interna, diz Sônia. Os sonhos ficam mais ricos se compartilhados em mais justa medida e podem render mais satisfação.
Então, tá combinado: toda vez que você apostar em realizar um sonho (mesmo os atuais), tiver certeza de que o futuro vai ser benéfico e se sentir radiante e feliz, já vai saber que estará expressando sua criança interior. Também vai lembrar que as brincadeiras de infância e os exercícios de imaginação ativa, as ocasiões em que você se imagina quando pequeno, podem acessar um manancial imenso de criatividade e energia. Isso só para começar o jogo, porque tem muito mais coisas interessantes a respeito desse assunto, se a gente quiser se aprofundar. Da próxima vez que passar por uma seção de livros que falem da criança interior, juro que dou mais uma olhadinha e conto.
TEXTO DE LIANE ALVES - RETIRADO DO SITE VIDA SIMPLES:
domingo, 21 de junho de 2009
TEXTO DO DIA - MANUAL PARA SUBIR MONTANHAS
A) Escolha a montanha que deseja subir: não se deixe levar pelos comentários de outros, dizendo “aquela é mais bonita”, ou “esta é mais fácil”. Você irá gastar muita energia e muito entusiasmo para atingir seu objetivo, portanto, é o único responsável, e deve ter certeza do que está fazendo.
B) Saiba como chegar diante dela: muitas vezes, a montanha é vista de longe — bela, interessante, cheia de desafios. Mas quando tentamos nos aproximar, o que acontece? As estradas a circundam, existem florestas entre você e seu objetivo, o que aparece claro no mapa é difícil na vida real. Portanto, tente todos os caminhos, as trilhas, até que um dia você esteja em frente ao topo que pretende atingir.
C) Aprenda com quem já caminhou por ali: por mais que você se julgue único, sempre alguém teve o mesmo sonho antes, e terminou deixando marcas que podem facilitar a caminhada; lugares onde colocar a corda, picadas, galhos quebrados para facilitar a marcha. A caminhada é sua, a responsabilidade também, mas não se esqueça de que a experiência alheia ajuda muito.
D) Os perigos, vistos de perto, são controláveis: quando você começa a subir a montanha dos seus sonhos, preste atenção ao redor. Há despenhadeiros, claro. Há fendas quase imperceptíveis. Há pedras tão polidas pelas tempestades que se tornam escorregadias como gelo. Mas se você souber onde está colocando cada pé, irá notar as armadilhas, e saberá contorná-las.
E) A paisagem muda, portanto, aproveite: claro que é preciso ter um objetivo em mente — chegar ao alto. Mas à medida que se vai subindo, mais coisas podem ser vistas, e não custa nada parar de vez em quando e desfrutar um pouco o panorama ao redor. A cada metro conquistado, você pode ver um pouco mais longe, e aproveite isso para descobrir coisas que ainda não tinha percebido.
F) Respeite seu corpo: só consegue subir uma montanha quem dá ao corpo a atenção que merece. Você tem todo o tempo que a vida lhe dá, portanto caminhe sem exigir o que não pode ser dado. Se andar depressa demais, irá ficar cansado e desistir no meio. Se andar muito devagar, a noite pode descer e você estará perdido. Aproveite a paisagem, desfrute a água fresca dos mananciais e das frutas que a natureza generosamente lhe dá, mas continue andando.
G) Respeite sua alma: não fique repetindo o tempo todo “eu vou conseguir”. Sua alma já sabe disso, o que ela precisa é usar a longa caminhada para poder crescer, estender-se pelo horizonte, atingir o céu. Uma obsessão não ajuda em nada a busca do seu objetivo, e termina por tirar o prazer da escalada. Mas atenção: tampouco fique repetindo “é mais difícil do que eu pensava”, porque isso o fará perder a força interior.
H) Prepare-se para caminhar um quilômetro a mais: o percurso até o topo da montanha é sempre maior do que o que você está pensando. Não se engane, há de chegar o momento em que o que parecia perto ainda está muito longe. Mas como você se dispôs a ir além, isso não chega a ser um problema.
I) Alegre-se quando chegar ao cume: chore, bata palmas, grite aos quatro cantos que conseguiu, deixe que o vento lá em cima (porque lá em cima está sempre ventando) purifique sua mente, refresque seus pés suados e cansados, abra seus olhos, limpe a poeira do seu coração. Que bom, o que antes era apenas um sonho, uma visão distante, agora é parte da sua vida, você conseguiu.
J) Faça uma promessa: aproveite que você descobriu uma força que nem sequer conhecia e diga para si mesmo que a partir de agora irá usá-la pelo resto de seus dias. De preferência, prometa também descobrir outra montanha, e partir para uma nova aventura.
L) Conte sua história: sim, conte sua história. Dê seu exemplo. Diga a todos que é possível e outras pessoas então sentirão coragem para enfrentar suas próprias montanhas.
(PAULO COELHO - artigo publicado no jornal O Globo, janeiro 2005)